0 Resenha - A lagarta do Bolshoi

Olá galera, tudo bem?

Hoje trago a resenha do livro A lagarta do Bolshoi do escritor Silvio Piresh, que quase fundiu minha cuca... rsss... Mas antes vou falar um pouco sobre o autor e suas obras.

Nascido em Portugal porém mora no Brasil há mais de 45 anos, Silvio estudou sociologia e trabalha atualmente como publicitário. Sua estreia como autor foi em 1981 quando lançou a obra Carteira de Cigarros, daí em adiante rendeu-se completamente a escrita. Uma de suas obras chamou-me atenção pois ele escreveu 200 livros artesanalmente, com capas pintadas a óleo (diferentes entre si) que levou sete anos para sua conclusão. O romance chama-se VamPires (1998) e seu lançamento foi no MAM (Museu de Arte Moderna) em São Paulo.
Seu último lançamento foi a Lagarta do Bolshoi em março de 2017 com apresentações no metrô e ruas da Avenida Paulista da bailarina Mayara Campanella Bernini.



Alexa é uma jovem bailarina, rica, perdera sua mãe e vive aos cuidados de seu pai (ao menos deveria). Sofre um acidente que a deixa paraplégica tirando-a do brilho dos palcos onde tinha um futuro promissor. Ao voltar para casa após o acidente, vê-se só, sem a atenção e carinho do pai e que agora é cuidada por Mãe Maria (empregada) e especialistas que seu pai contratara para auxiliar-lhe em sua nova vida (rotina).
Com seu gênio forte e praticamente sem amigos, Alexa começa a viver num mundo paralelo, observando diariamente uma lagarta em uma árvore de seu jardim. São horas a fio olhando a "pré-borboleta" comendo as folhas verdes. Mas era apenas uma lagarta, ela sabia, mas vira nela voracidade e determinação. A partir daí todos (ou todas?) ao seu redor passam a ser suas folhas e devoradas uma a uma por sua crueldade (ou não?).
Brenice, filha de Mãe Maria, não aceitava a vida boa que Alexa tinha e tenta matar a lagarta, num ato de puro ódio e inveja. Num ato desesperado, Alexa esconde a ninfa dentro de sua genitália e aí a metamorfose começa.
Ela passa a viver em meio aos sonhos (coma), volta a vida de uma forma incomum e descobre que seu pai fora sequestrado. A fim de descobrir seu paradeiro, começa uma amizade com o detetive Carlos K e logo um amor estranho e improvável se inicia.

Ops... tenho que parar por aqui e agora saiba minha opinião pessoal.

O fim é o começo... como assim? Para entender o início e meio da história, você precisa ler o livro até o fim e ah, isso não è tarefa fácil pois é escrito em primeira pessoa, tem personagens homem mas nenhum tem a fala, entendeu? Sim, tive vontade de desistir da leitura por estar totalmente perdida, voltando páginas e páginas para compreender e saber quem estava falando naquele momento. Por vezes enchi o saco do autor em busca de respostas e ele dizia-me:- se não estiver gostando, pode abandonar a leitura. Ele estava me testando, só podia ser... rsss. Respirei fundo e li todo o livro e posso afirmar que é meio como uma lagarta, sem pé, mas com cabeça, afinal o autor  é inteligente e "não" soube terminar da forma comum. Isso é uma crítica minha? Não! Ele ousou total em seus delírios escritos e eu quase pirei (literalmente).
Para quem ama uma ficção incongruente vai se apaixonar, mas terá que ler novamente para compreender (ou não?). Amei a capa, simples porém objetiva. É uma obra independente porque ele queria expressar-se do seu jeito, sem a intervenção de terceiros (editora). Apesar de ter sido revisada por duas pessoas, achei erros primários de acentuação visto que existem novas regras na língua portuguesa.
Em suma, uma leitura fora da minha "zona de conforto" (fora do padrão comum dos livros em geral) que me trouxe o exercitar da mente, provando-me mais uma vez que sou capaz de ir além. Minha nota no contexto geral é 4,5 numa escala de 5. Super recomendo!

Obrigada Silvio pelo livro, pela oportunidade de resenhar e por nossa amizade de alguns anos.

Ficha Técnica:
Formato: e-Book Kindle
Páginas: 184
Tamanho do arquivo: 2849 KB
ASIN: B0725JJ8G2

Onde comprar: 
Site Amazon: A Lagarta do Bolshoi

Você encontra também nas livrarias de todo o Brasil.

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